O freio lingual é uma prega em baixo da língua que surge na linha média da arcada inferior, e liga a superfície ventral da língua e o assoalho da cavidade bucal.
Comumente chamado de “língua presa”, o freio lingual curto é diagnosticado e realizado atualmente na maioria das maternidades, já no bebê recém-nascido.
Porém, em alguns casos esses diagnósticos não se dá neste momento, sendo dado mais tardiamente.
Dessa forma, no caso de bebês, as mães devem ficar atentas na amamentação, pois é neste momento que surgem alguns indícios que o bebê tenha o freio lingual curto e entre eles estão a dificuldade na amamentação, que é comumente verificada quando o bebê se cansa rapidamente ao mamar, o que faz com que ele mame muito mais vezes do que o habitual, já que permanece com fome, por não conseguir se alimentar adequadamente.
Esse problema pode ocasionar vários outros e, entre eles o desmame precoce, o que não é indicado e traz consigo problemas causados devido ao fato de que o bebê acaba não desfrutando dos muitos benefícios da amamentação materna, como proteção ao seu sistema imunológico.
Outros problemas oriundos deste problema da dificuldade na amamentação são os ferimentos e dores fortes nos seios da mãe.
Por isso, a orientação principal para as mamães é que elas fiquem atentas ao choro do bebê, que também pode ajudar no diagnóstico. Isso porque, o bebê que tem a língua presa acaba subindo mais as laterais da língua durante o choro, ficando com a ponta da língua para baixo.
Dessa forma, se torna necessária a realização de cirurgia para a rempção do freio lingual.
Esta cirurgia em bebês é muito simples e por isso, é realizada em consultório odontológico. Basicamente consiste no corte, ou “pique” do freio com colírio anestésico local e o seu resultado é imediato e após alguns minutos o bebê já volta a mamar corretamente.
O freio lingual curto também pode ser identificado em crianças maiores, caso a cirurgia não tenha sido feita quando recém-nascidos.
Neste caso, o que pode ser obervado é a impossibilidade de tocar a ponta da língua no palato com a boca aberta, além disso, a criança pode ter dificuldades na fonação, principalmente na pronuncia de fonemas como tê/, dê, nê; dificuldade de higienização bucal, além do espaçamento entre os dentes ântero-inferiores e também interferências no crescimento da mandíbula.
A cirurgia em crianças maiores é um pouco mais invasiva, já que exige anestesia local, que é aplicada com, a agulha do dentista, e logo em seguida realizado um corte um pouco mais profundo e em seguida, alguns pontos onde o freio deve criar sua nova inserção.
Ainda há a opção de sedação, para casos em que a criança não colabore, que também pode ser realizado no próprio consultório odontológico, ou então sob anestesia geral em ambiente hospitalar.
A escolha para a melhor opção cabe ao Odontopediatra, para que seja possível avaliar qual forma é mais indicada para o seu paciente.
Posterior a cirurgia com o dentista, na maioria dos casos, a criança deve passar por um acompanhamento com profissional fonoaudiólogo após o procedimento, para realizar exercícios após a mudança na anatomia da sua língua. Isso é necessário para que seja possível reabilitar a fala de forma completa e correta.
Por isso, é extremamente importante buscar profissionais que possuam a expertise necessária tanto para avaliar, quanto para orientar acerca das melhores opções, técnicas e cirurgias, que podem ser combinadas ou não, para que seja solucionado o problema do paciente.
Além disso, é também é importante manter uma rotina de cuidados com a saúde bucal, bem como bons hábitos de higiene. Além disso, visitas periódicas ao dentista devem fazer parte da rotina do paciente, pois dessa forma é possível cuidar da manutenção da saúde bucal de uma forma geral, e não somente para corrigir problemas, mas principalmente para prevenir e realizar a manutenção da saúde bucal de forma correta.